Nos dias atuais, ainda não se sabe ao certo como se dá o processo de aprendizagem. O que se sabe é que o aprendizado é inerente desde o
nascimento até a finitude da vida humana, apesar disso esse processo é peculiar e difere de indivíduo para indivíduo. Mesmo não tendo informações fidedignas de como acontece esse processo, estudiosos no decorrer da história explanaram e defenderam teses sobre a importância da emoção e da cognição neste processo. Fundamentos embasados por Jean Piaget; Henri Paul Hyacinthe Wallon; Lev Vygotsky dentre outros.
Há professores que não conseguem compreender do por que alguns alunos não conseguem aprender. Normalmente tendem somente a queixar-se do aluno piorando ainda mais a situação! Contribuindo ainda mais para a baixa estima, ansiedade, nervosismo, oposição e hostilidade do aluno. O proceder deveria ser entender o problema que leva a dificuldade do aluno. O professor é protagonista da simplificação do ensino e aprendizado, deve saber utilizar da pedagogia para determinar as possibilidades de intervenção, abarcada a partir do déficit demonstrado em sala de aula pelo aluno. Algo que exige tempo e persistência. Além desses critérios, o professor deve ter conhecimento da estrutura de cuidado e afetividade que a família tem para com o aluno, sempre aspirando por orientar e tentar ajustar a estrutura familiar para que supra a carência deveras organizativa e afetiva da família. Por mais que seu papel teoricamente seja somente o de facilitador do aprendizado, o que indiretamente com esta ação acaba sendo.
A cognição condiz com a capacidade de aprender, alargar, sintetizar e acoplar conceitos já aprendidos, equiparados com a memória, atenção e o
raciocínio lógico, que nos leva ao desfecho da inteligência ou QI (Quociente Intelectual). Toda essa jornada ao conhecimento é acompanhada pela emoção que segundo o dicionário Aurélio conceitua-se como comoção, perturbação moral, agitação de sentimentos, afeto...
O sujeito pode abster-se de uma cognição favorável, mas, sem a emoção que aloca por conseqüência a motivação na construção do
conhecimento, o mesmo não terá sucesso. Sem o desejo, a motivação, o cuidado, o carinho, a persistência de nada adiantara para a construção do aprendizado.
Estudos feitos por Passos (2015, p.54) elencam que a inteligência (QI) Quociente Intelectual é responsável somente por 20% pela construção
do conhecimento, já o senso de responsabilidade abrange os 80% restante, incumbência intimamente conectada à emoção, ou seja, ser responsável pelos (atos ou verbalizações) de forma positiva ou negativa.
Em adição a isso, algo muito exposto na mídia e na literatura atualmente é a inteligência emocional, que reflete sobre as resoluções
emocionais, a compreensão, a clareza algo extremamente importante para o sucesso acadêmico e posteriormente ao sucesso profissional e financeiro.
O que moldam toda essa maturidade ou inteligência emocional, em tese é a família e o meio social, os estímulos ou experiências vivenciais
impulsionados por essas esferas ambientais possibilitam a centralidade, equilíbrio emocional. Um ambiente que disponibilize proteção, cuidado, afeto, discernimento moral, disciplina e educação podem desencadear e maturar a inteligência emocional. Caso contrário! O processo de ensino e aprendizado ficara disfuncional, acarretando a dificuldades nos processos de aprendizado.
Bibliografia:
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5ª Edição. Editora Positivo. Janeiro de 2014.
FARIA, Grazyelle Iaccino. Afetividade na Sala de Aula. O olhar walloniano sobre professor e o aluno na educação infantil. Goiânia 2010.
GOULART, Iris Barbosa. Piaget Experiências Básicas Para Utilização Pelo Professor. Editora Vozes, Petropoles 2011.
O Dia do Professor: como se preparar para os desafios da sala de aula/Nova Escola – 1. Ed. – Rio de Janeiro. São Paulo 2014.
PASSOS, Marileni Ortencio de Abreu. Fundamentos das Dificuldades de Aprendizagem. Editora: Fael, Curitiba 2015.